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domingo, 24 de julho de 2011

Sou a Ria de Aveiro, o Sal do Mundo



O grande poeta ARY DOS SANTOS escreveu sobre a Ria de Aveiro, neste maravilhoso poema:

Morro de Amor pelas águas da Ria
Esta espuma de dor, eu não sabia
sou moliceiro do teu lodo fecundo
Sou a Ria de Aveiro, o Sal do mundo
Vara comprida, tamanho da vida
Braço de mar, a lavrar, a lavrar…
Morro de Amor nesta rede que teço
e é no Sal do Suor que eu aconteço.
Para além da Salina, o horizonte me ensina
que há muito Mar, para lavrar, para lavrar…


José Carlos Ary dos Santos







Também fiz questão de levar o carro de mão até este monte de sal e não é fácil, acreditem.



Dois jovens simpáticos que trabalhavam e também se bronzeavam:-)



Estive hoje nesta marinha de sal e convivi com alguns trabalhadores que também trabalham ao Domingo, porque não querem deixar "morrer" as salinas de Aveiro.


Acho que não necessita de legenda:-)

terça-feira, 7 de junho de 2011

SE EU FOSSE...





Sentada num dos muros da Ria de Aveiro a olhar os reflexos do edifício que pertenceu à Capitania do Porto de Aveiro, vi uma pequena ave que ao longe me pareceu um patinho, mas à medida que me aproximei verifiquei que era uma pequena gaivota.
Por ali ficou imenso tempo a aproveitar os últimos raios de Sol desse fim de dia tão tranquilo!
Se eu fosse pintora, pintava uma bonita tela...
Se eu fosse poetisa escreveria um lindo poema...
Se eu fosse um barco de Aveiro...




Se eu fosse um barco de Aveiro - Letra e música de Paulo Moreira

REFRÃO
Se eu fosse um barco de Aveiro
Quem me dera navegar
Ir como um moliceiro
Pela Ria até ao Mar
Quem me dera ser um barco
Quem me dera navegar

Pela força da maré
Embrenhar-me nos canais
Nunca navegando à ré
Soltando amarras do cais
Refluindo, refluindo
refluindo até jamais (bis)

Enredar-me em moliço
E prender-me ao teu anzol
Morder-te como ao isco
E ficar em terra ao sol
Ressecando, ressecando,
ressecando com o sal (bis)

Andam mil barcos na Ria
Desde Mira até Ovar
Se eu fosse um deles eu ia
Pela água procurar
Onde vives, onde pulsas,
como brilha o teu olhar (bis)















quinta-feira, 19 de maio de 2011

AVEIRO REGIÃO DOS OVOS MOLES


Aveiro - Região dos Ovos Moles

Nunca é demais publicitar a herança da tradição conventual aveirense, os famosos OVOS MOLES, um dos produtos mais conhecidos da região e da cidade de Aveiro.

Esta receita dos ovos moles foi adicionada no BE HAPPY há já muito tempo, quando o espaço foi criado.

Pois é queridos amigos, o tempo voa e no final deste mês, mais propriamente no dia 31 já vai completar TRÊS PRIMAVERAS:-)

E como em todos os aniversários há sempre docinhos, :-) neste tinha que haver os OVOS MOLES porque são da Região de Aveiro e foi o primeiro doce de origem conventual a ser qualificado no espaço comunitário e também o primeiro em Portugal.


Fica aqui mais uma vez a receita para os que não conhecem:

8 gemas de ovos ;
300 g de açúcar ;
60 g de farinha de arroz

Confecção: Leva-se o açúcar ao lume com um copo de água e deixa-se ferver até fazer ponto de espadana (117º C). Entretanto, dissolve-se a farinha de arroz em 1,5 dl de água fria. Adiciona-se o açúcar a esta solução e leva-se a mistura a cozer durante 5 minutos. Retira-se a mistura do lume, deixa-se arrefecer um pouco e junta-se uma pequena porção deste preparado morno ás gemas. Misturam-se os dois elementos e leva-se tudo novamente ao lume para cozer as gemas e engrossar, até os ovos-moles terem a espessura desejada. Servem para rechear moldes de hóstia ou encher barricas de madeira. Antigamente, por uma questão de poupança, juntava-se aos ovos-moles arroz cozido ou farinha de arroz.

Essa prática é ainda hoje frequente, embora negada por todos os fabricantes de ovos-moles de Aveiro. Há também quem utilize a água de cozer o arroz sem ser lavado.
Podem servir-se, chegam para todos os que passarem por aqui:-)










sábado, 30 de abril de 2011

À PROFESSORA CECÍLIA SACRAMENTO




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“...Os seus pés descem a escadaria para a rua. Agora pisavam o chão da sua fresca cidade, onde o azul descia a deixar uma luz do céu, por ali espalhada. Seguia pelo passeio, rente ao casario, enfeitado de lindos desenhos feitos com pedras esbranquiçadas, de mistura com outras de cor escura, quase pretas. Calcava, assim, flores estendidas, algas e conchas, a proa de um barco, uma âncora, um peixe, até um barco moliceiro com a respectiva vela. Aqui e ali, um barco estilizado, com os remos nele atravessados, a navegar sobre as ondas, desenhadas em traços curvos. Era o grande Oceano a vir até à sua cidade. A ficar nela...”

Cecília Sacramento (1918-2005)
Professora, Escritora




CECÍLIA SACRAMENTO foi minha professora na EICA, na disciplina de Português e era viúva do Dr. Mário Sacramento. Faleceu a 24 de Setembro de 2005 com 87 anos, vítima de doença prolongada.
Gostava de escrever algo sobre ela, mas encontrei as palavras certas escritas pelo Dr. Alberto Souto que foi Presidente da Câmara Municipal de Aveiro:

"Uma grande senhora deixou-nos. Mas deixou-nos a sua coragem, o destemor da vida, a mulher de ideais, a perseverança, o sacrifício, a inteligência, a professora, a classe, a beleza, a serenidade, a simpatia, um interior cheio de vida, uma escrita cheia de nós. Aveiro não a vai esquecer.

Escrito por Alberto Souto, 25/Set./2005"


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Agradeço ao amigo Armando Aires por ter publicado no Grupo AAAEICA do FACEBOOK a fotografia da Professora Cecília Sacramento, através de uma pesquisa que efectuou.