domingo, 14 de dezembro de 2008

Pinheirinho, pinheirinho...


Pinheirinho
Pinheirinho, Pinheirinho
De ramos verdinhos
P'ra enfeitar, p'ra enfeitar
Bolas, bonequinhos
Uma bola aqui
Uma acolá
Estrelinhas que luzem
Que lindo que está
Olha o Pai Natal
De barbas branquinhas
Trás o saco cheio de lindas prendinhas.


Esta canção de Natal era cantada pela minha filha quando andava no Infantário. Neste mês de Dezembro de 2008, já ouvi o meu neto de dois anos e meio, a cantá-la também. :-)). O tempo voa!
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Era véspera do Natal.
Não lhe deixavam luz; mas que importava? Às escuras armaria o Presépio. E logo principiou. Enrolou o moinho, pôs-lhe as velas; esticou o papel azul que fingia o céu e pregou nele com um alfinete a meia Lua; espalhou o vidro moído, num S á volta das palhas; dispôs as figurinhas, suspendeu os anjos.

Deram onze e três quartos.
Ajoelhou.
Batia-lhe o coração, parecia-lhe que deviam ser milagrosas as figurinhas, que delas lhe viria algum bem, consolação da sua vida triste.

Meia noite!
Acendeu os fósforos e ficou embevecido!
Nunca assim vira coisa tão perfeita. Os anjos voavam deveras, os cavalos dos reis galopavam, o rio corria, as velas giravam no moinho e os pontinhos do Menino Jesus sorriam-lhe no rosto, a S. José e a Nossa Senhora!

Pôs-se a cantar, como lá na aldeia:

Andava nessas campinas,
Esta noite, um querubim!


(in Antologia de Histórias Portuguesas de Natal, por Vasco Graça Moura)