domingo, 1 de junho de 2008

Morrer de Pablo Neruda

- Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música e quem não encontra graça em si mesmo.
- Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio, e quem não se deixa ajudar pelos outros.
- Morre lentamente quem se faz escravo dos seus hábitos, percorrendo todos os dias o mesmo trajecto, quem não muda de marca, quem não se arrisca a vestir uma nova cor ou a conversar com quem não conhece.
- Morre lentamente quem faz da televisão o seu refúgio.
- Morre lentamente quem não é capaz de apaixonar-se, quem não põe os pontos nos "is", quem perde o brilho sereno dos olhos e quem transforma os sorrisos em bocejos.
- Morre lentamente quem não vira a mesa quando se sente infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho e quem não foge, pelo menos uma vez na vida, dos conselhos "sensatos".
- Morre lentamente quem passa os dias a queixar-se da sua má sorte e da chuva que não deixa de cair.
- Morre lentamente quem abandona um projecto antes de o iniciar, quem não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando o interrogam sobre algo que ele sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.

5 comentários:

Teresa Calcao disse...

Ola Paulinha linda,
Ja publiquei este texto uma vez no meu blog,porque acredito e tento usar estes optimos conselhos no meu dia a dia....funcionam mesmo!!!!!
Beijinho doce

joana disse...

Olá Minha Anita,

Pois é... cá estou eu! Para não dizeres que não te ligo nenhuma.

Conheço-te desde toda a minha existência e vi-te a "morrer lentamente" nos últimos anos. Ainda bem que te vi renascer, te vi arriscar, te vi ousar, e te vejo a conseguires ser feliz e correres atrás dos teus sonhos - todos os dias.
Estás igual a ti própria e és, agora, a Anita que sempre conheci.
Beijinhos com muito mimo da tua filha.

Fernando disse...

Olá Paulinha,sem dúvida que os comentários anteriores são opurtunos... gostei do que li e vi, mas, não tenho "estofo" para adiantar o meu comentário!!!!
UM ABRAÇO

Ana disse...

Morrer de Pablo Neruda faz-me lembrar palavras ditas por alguém de quem gosto muito, a quem chamo de irmão, feito no casamento da minha filha. Sê muito feliz irmão e todos os que amas.

Pedro disse...

Ser infeliz é fácil, basta conformar-se com o que de errado acontece na vida e lamentar-se ... Ser feliz exige uma luta constante contra a adversidade e conseguir encontrar nos momentos menos bons o que de positivo neles existe. Eu conheço uma menina a quem a vida por vezes não sorriu, tal como a todos nós e nunca ouvi um só lamento da sua boca, muito pelo contrário sempre lutou e constantemente conseguiu arranjar um sorriso, sentido, para retirar da adversidade momentos felizes.
Não preciso de identificar essa menina, porque quem ler este comentário identifica-a de imediato