quinta-feira, 29 de julho de 2010

Quando eu morrer...


Quando lerem o título da mensagem vão questionar-se:
- A Ana a falar em morrer, será que não anda feliz?
Pelo contrário amigos ando muito feliz, acreditem. Vou contar-vos um segredo, não era com esta mensagem que estava a pensar "regressar" à blogosfera, já que andava a preparar uma "cena bué de fixe":-) que falava da linda Veneza, Aveiro e a sua Ria, mas como sabem nem sempre o que planeamos conseguimos concretizar de imediato, e como o meu desejo é continuar por aqui, haverá "mais marés".:-)
Então é assim:
Já que "encerrei" o Be Happy com o "MORRER" de Pablo Neruda, agora reinicio "QUANDO EU MORRER" da amiguinha LUNA do Blog MULTIOLHARES
, e sei que vão adorar!


Não…
Não quero flores quando morrer,
Nem campas ornadas, pesadas,
Esculpidas de mármore frio,
Não quero lágrimas molhadas
Em peles acetinadas,
Nem mágoas vincadas
Trancadas nas gargantas
Secas de palavras,
Não…
Não quero flores quando morrer,
Se em vida não me souberam entender,
Se dos espinhos da existência
Não me souberam proteger,
Não…
Não…não quero…
Que um corpo inerte, putrificado,
Seja idolatrado
Quando em vida já tinha sido enterrado.
(Luna)


Parti na borboleta azul e regressei nesta borboleta, talvez ainda mais pequenina, mas pousei em muitas flores, especialmente nas rosas que nesta época encantam o nosso olhar:-)





Esta borboleta do tamanho da minha veio acompanhar-me:-)

E ambas descemos ontem, aqui ao lado da casa onde habito, no relvado que já não é cortado há uns dias, mas que não faltam flores silvestres:-)
Obrigada a todos os amiguinhos que me incentivaram neste "regresso" sem vocês não vinha na borboleta:-), deixava-me andar por aí nos campos da minha cidade e junto às margens da Ria a fazer os meus registos fotográficos. :-)

Um beijo do tamanho do Mundo para todos.

13 comentários:

jose costa disse...

olá grande amiga Ana!
como sempre que só tu sabes fazer nos deliciar com tantas e bonitas fotos e mensagens, fico feliz por te ver aqui de novo e em força bjs e fico esperando mais novidades.
José Costa

João Menéres disse...

PAULA

Que bom estares de volta!

A poesia da LUNA é maravilhosa, como dizes.
Uma atitude plena de saber e realidade.
Deixem.nos sossegados quando a nossa hora chegar.
Que só apareçam os que amigos foram (e nem esses se sintam obrigados a vir).
Não é depois de corpo já frio que vamos apreciar as flores.
Ainda têm tempo para nos trazer uma palavra, um afecto.
Não adiem.
Se adiarem, esqueçam que por esta Vida passámos !

Lindas e muito bem fotografadas estão as flores desse teu jardim !

Daqui a dias, o grifo vai planar sobre um vasto areal.

Beijos, muitos beijos .

francys disse...

Adorei o poema e as fotos estão lindas, Adoro borboletas.

Multiolhares disse...

Minha linda, que bom que deixaste novamente a delicada borboleta que és tu vir alindar nos nossos jardins com os teus comentários, e quando pousamos os olhos no jardim que é teu nos deliciarmos com as lindas fotos e cândidas palavras, fico muito feliz por retornares, sabes apesar de virtuais a amizade flui e é triste quando vimos alguém partir, sentimos-nos abandonados.

Fiquei com o meu ego gordo, de teres escolhido um escrito meu,pois o que escrevi é mesmo o que sinto, por vezes vou aqui ao cemitério pois está lá família do meu companheiro, mas sinto sempre uma sensação estranha, é valorizado o marmore, quanto mais e mais caro melhor para os olhos dos outros eu fico arrepiada parece que não querem que os seres saiam dali ,uns metem flores plasticas outros não, mas muitas pessoas que lá vão nem se davam com os que pereceram, isso doi,no entanto respeito, pois há também muita tristeza, muito amor, muita perda, não somos todos iguais, cada um sofre como pode ou como sabe.
Mais uma vez fico honrada com a tua escolha
bjgada
e mil beijokas, e cuida-te sempre no lareu não tens tempo para nos dares mimos ehehe
jinhos

Espaço do João disse...

Duas pessoas, duas cabeças, a mesma sentença.

Sei que não queres morrer
Sei que amas as flores
Sei que queres viver
Sei que não queres sofrer
Sei que queres amores

De que servem as flores
Depois da morte chegar
Para que queremos levar
Quem muita alegria nos deu
E que seu olhar entendeu

Quando eu morrer esqueçam dores
Quando eu morrer esqueçam de mim
Quando eu morrer quero meus amores
Quando eu morrer os seus odores
Quando eu morrer vivam nas flores

Aquele que uma rosa levar
Que nunca isso esqueça
Porque deixou de amar
O que não soube plantar
E que nunca perca a cabeça

As flores não teem culpa
De tanto mal que eu fiz
Deixem-nas ficar em catadupa
Agarradas á sua raíz
Só assim partirei feliz

Querida Ana, de poeta e louco todos nós temos um pouco, eu pelo menos assim penso. Beijos e muitos anos de vida.

RETIRO do ÉDEN disse...

Querida ANA...que bom teres voltado. Realmente era uma perda enorme o teu blogue estar parado.
A tua amizade, fotos, e textos são uma delícia de se observarem.
Continua connosco...sempre que tenhas um pouco de tempo e "pachorra"...acredita que nos fazes muito bem ler-te e observar através do teu olhar, as fotos que tiras.
É um "talento" que não deves deixar adormecer/morrer, mas sim partilhares com todos os teus amigos.Possívelmente uma "missão",
rsrsrrs.
A escolha foi muito feliz...este poema da doce Luna está uma delícia.
Forte, forte, abraço
Mer

lis disse...

Oi minha doce e kiridinha amiga
Retorno hoje depois do descanso "merecido" rs
durante esse período me permiti só ler, ler e ler e vir aqui matar saudade sem compromisso algum de postar ou comentar, tive tempo pra ver bons filmes e correr os olhos por todos os lugares.
Faz falta e assim quero permanecer.
calminha , serena e só mais apreciando que dando "a cara" rsrs
Adorei esse seu retorno florido.
sem voce ,fica triste rsrs
muitos beijinhos, nos vemos por aqui por lá, onde der.
repito sempre o bom disso tudo é ser feliz...
fique bem , te gosto muito.

Carris de Pedra disse...

A inda bem que voltaste
N ão que te tenhas ido embora.
A na Paula, meu sentir sossegaste!

P ena que doutras paragens abalasse,
A inda que saudade eu sentisse.
U m dia quiseste que ficasse,
L á longe, mesmo que não te visse...
A ssim, que teu sorrir não passe!

Alberto Gião disse...

O "regresso" da Ana Paula não deve (não pode) ficar toldado pelo título do post.
O próprio António Feio riu até ao fim...
Recordo Vasco Santana no filme "A Canção de Lisboa" (1933): ...morrer por morrer, que seja a rir!

Saúde para todos!

Laura disse...

Caramba, beleza, poesia e fotos, tudo de mão dada, a menina deve andar é bem feliz...
Pesquei-te na Luna a querida Luna que é um sonho de menina que já conheço por aqui desde que comecei o meu blogue, perdi-me dela mas apanhei-a de novo...

A ti, feliz regresso e muita alegria amor e paz...
e mais aquele abraço apertadinho da laura

Lara disse...

Olá Ana.
Gosto muito das tuas fotos, gosto de borboletas e de flores.
Obrigada pelas casinhas, gostei muito. Dos docinhos também. Beijinho

tossan disse...

Luna! Lindíssimo, mas as tuas fotos são bárbaras! Beijo

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Ana, belo poema da Luna...belas fotografias...Excelente....
Cumprimentos